sábado, 30 de março de 2013

O PEQUENO PRÍNCIPE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY Capítulo XXI



O PEQUENO PRÍNCIPE ANTOINE DE SAINT

         - EXUPÉRY Capítulo XXI


“O Pequeno Príncipe” é uma fábula. Ou, se preferirmos, uma parábola.(...) Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada, – e na qual reconhecerás (ó prodígio!) os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos. A menos que não queiras ver, a face do Pequeno Príncipe, a face de um outro, coroada com espinhos de rosa..." 
Capítulo XXI
E foi então que apareceu a raposa :
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o príncipezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu ? Perguntou o príncipezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o príncipezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o príncipezinho.
Após uma reflexão, acrescentou :
- Que quer dizer « cativar »?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras ?
- Procuro os homens, disse o príncipezinho. Que quer dizer « cativar »?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo ! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas ?
- Não, disse o príncipezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer « cativar »?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa « criar laços... »
- Criar laços ?.
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o príncipezinho. Existe uma flor... Eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra, disse o príncipezinho.
A raposa pareceu intrigada :
- Num outro planeta ?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta ?
- Não.
- Que bom ! E galinhas ?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe :
- Por favor... Cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o príncipezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me !
- Que é preciso fazer? Perguntou o príncipezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas, cada dia, te sentará mais perto...
No dia seguinte o príncipezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta a agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito ? Perguntou o príncipezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias !
Assim o príncipezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou à hora da partida, a raposa disse :
- Ah ! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o príncipezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse o príncipezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada !
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou :
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o príncipezinho rever as rosas :
- Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda: Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa :
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
O essencial é invisível para os olhos, repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... Repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

sexta-feira, 29 de março de 2013

UMA ORAÇÃO PARA ALMAS QUE ESTÃO DEIXANDO A TERRA

UMA ORAÇÃO PARA ALMAS QUE ESTÃO

 DEIXANDO A TERRA

Amada Presença de Deus EU SOU, nos corações de toda a humanidade, amado São Miguel Arcanjo e vossas hostes angélicas:

Em nome das almas da humanidade especialmente daquelas que deixaram as suas formas mortais recentemente, vítimas do incêndio em uma boate, em Santa Maria,no Rio Grande do Sul faço este chamado.

Que os anjos da paz fiquem junto do corpo físico de cada alma e mantenham numa paz perfeita a aura e sentimentos dos seres que estão deixando a oitava física e daqueles que estão assistindo a essa libertação.

Pela presença dos serafins de Deus, que a aura de santidade seja mantida na hora solene da transição, para que a alma possa ser libertada do seu tabernáculo físico pelas legiões dos Arcanjos Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel.

Que todo o medo e dúvida, dor pela separação e desgosto pela partida de seres queridos sejam consumidos pelos anjos de chama violeta do Arcanjo Zadkiel, para que as almas que estão no limiar de uma nova liberdade não sintam qualquer angústia.

Que os anjos de libertação do Senhor recebam cada alma. Que nenhum portador de luz das evoluções da terra passe pelo véu da assim chamada morte sem ser assistido.

De acordo com a sua vontade, que todas as crianças de Deus sejam levadas aos templos da misericórdia e do perdão e sejam banhadas nos fogos purificadores da chama violeta de Saint Germain.

Que elas sejam preparadas para se apresentarem perante os Senhores do Carma na dignidade do seu Eu Crístico e com plena e consciente percepção; que cada uma delas seja enviada para uma sala de aula da Vida e receba a oportunidade para estudar a Grande Lei, de acordo com a sua evolução.

Invoco os senhores da Misericórdia e do Amor para que envolvam aqueles cujos entes queridos estão prestes a deixar a terra ou a deixaram recentemente, para que transmutem e consumam todo o desgosto e sentimento de perda, e para que preencham cada coração e cada lar com a paz e a compreensão da oportunidade que é concedida às almas chamadas a outros reinos para progredirem na senda da vida eterna.

Que assim seja!

Acredito que isto já está consumado feito em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Amém.

O CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA


O CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA -


          
Pode estar se preparando para uma inversão, diz pesquisa
Qui, 14 de Março de 2013 03:15 - Andressa Guimarães.

                          
Ao utilizar uma Bússola fica fácil determinar corretamente os polos Magnéticos da Terra, como o Norte e Sul.

Porém, se pudéssemos retornar ao tempo cerca de 780 mil anos atrás, descobriríamos que o Polo Norte de hoje indicaria a direção Sul.

                               
Essa inversão nos Polos Magnéticos durante as eras, não é novidade para os pesquisadores, mas a pesquisa realizada por Peter Olson e Deguen Renaud, da Universidade Johns Hopkins (EUA), revelou que a Inversão de Polos se deve ao Crescimento do Núcleo da Terra e está se acelerando. 


             
No período jurássico, por exemplo, os registros fósseis indicam que havia uma Reversão dos Polos a cada 1 milhão de anos.
E atualmente essa reversão ocorre a cada 200.000 a 300.000 anos.
No entanto, já se passaram 780.000 anos desde que ocorreu a ultima Inversão, e não se sabe as causas desse atraso.
           
Peter Olson e Deguen Renaud usaram em sua pesquisa um modelo numérico que revelou que o Núcleo Magnético da Terra está em Crescimento Desequilibrado.
Do contrário do que se pensava o núcleo, não é esférico; a parte Leste é maior do que a parte Oeste.

                

O Núcleo é a camada mais Interna da Terra, dividida em uma parte Sólida (núcleo interno) e a líquida (núcleo externo).
A camada líquida composta por ferro metálico e outros elementos como enxofre, silício, oxigênio, potássio e hidrogênio, é a responsável por formar o campoMagnético da Terra.
          
Atualmente a Posição do Eixo do Campo Magnético se encontra cerca de 300 milhas a Leste, diferente de 200 anos atrás, em que o Eixo Magnético estava localizado solidamente no Hemisfério Ocidental por pelo menos 10.000 anos.
Na Pesquisa também foi identificado que o Núcleo Interno do Hemisfério Oriental começou a Crescer cerca de dois séculos atrás.
A mudança rápida entre o movimento do eixo da Terra entre o Oeste e Leste, na pesquisa de Olson e Deguen é suficiente para sugerir que uma Inversão Magnética já está em andamento, ou pelo menos tudo indica para isso.
               
Caso a Reversão dos polos ocorresse agora, teríamos que enfrentar a perda da Proteção Magnética contra Radiação Solar, problemas de Comunicação (perda de sinal), queda de Satélites, além de problemas nas Redes de Energia.

Seria um Caos também para os Animais que ficariam desorientados como pássaros, abelhas, peixes que utilizam o Campo de Navegação, bem como tartarugas marinhas.

>>>JORNALCIENCIA.COM

MENSAGEM DO PAI - LOURDES, FRANÇA, 14 DE JANEIRO DE 2013


MENSAGEM DO PAI 

- LOURDES, FRANÇA, 

14 DE JANEIRO DE 2013


Ouvi terra inteira é o vosso Senhor que vos fala por aquele que é a minha voz, olhar e vontade.

Nas vossas maiores inquietações eu sempre estive presente, susti tudo quanto a irracionalidade do homem atentou porque se assim não fosse já o vosso mundo não existiría.

Partilhei de igual forma os vossos momentos felizes e com eles me regozigei. Em tudo sempre estive presente, nunca fosteis esquecidos por mim, tudo vos provi durante todo este tempo para que pudesseis encontrar as melhores escolhas para a vossa felicidade.

Porém verifiquei que apesar de estar sempre em vós, vós não estáveis comigo em igual forma.

Chamei-vos e não fui escutado;
Pedi-vos e não me atendesteis;
Perdoei e tolerei e fui por vós julgado;
Concedi-vos tudo para crescerem e tornaram-se menores;
Provi-vos de alimento e açambarquais deixando inúmeros morrerem à fome;
Dei-vos a conhecer a paz e somente fomentaram a guerra;
Criei-vos e vós destrui-vos;
Dei-vos leis e vós não as cumprem;
Espalhei o Amor e sobrepusesteis o ódio e intolerância;
Criei igualdade e vós semeasteis a confusão;
Dei harmonia e entregasteis conflitos e instabilidade;
Derramei bençãos e graças e não levaram em consideração;
Alimentei cada um de vós e estais famintos;
Vesti-vos e apresentais-me perante mim nús;
Construí um Mundo belo e dotado de tudo para que fosse partilhado. Hoje é objecto de disputa por alguns;
Criei um Mundo abundante e está deserto;
Criei um Mundo completo e está vazio;
Criei um Mundo cheio de vida e está morto.

Eis pois que chego.

Eis pois que me manifestarei e questionarei cada um de vós, sobre o que tendes de contar e prestar em tudo quanto deviéis ser zelosos e assim não foram.

Atentai, pois quanto menos esperarem estarei em vós no vosso meio, questionarei o que não gostam que questione e colocarei todos vós a nú perante todos aqueles a quem parecesteis bem vestidos.

Eis chegado o tempo em que tudo será renovado e tudo reposto.

Ala Shalon

RECEBIDA: Ricardo Fins


Lourdes, França, 14 de Janeiro de 2013


quinta-feira, 28 de março de 2013

CARÁTER OU CONSCIÊNCIA ?


CARÁTER OU CONSCIÊNCIA ?

Vá até o mar e observe-o. Milhões de ondas estão lá, mas nas suas profundezas, o mar permanece calmo e quieto, profundamente em meditação. A perturbação é somente na superfície, apenas na superfície onde o mar encontra o mundo exterior, os ventos. Senão, ele sempre permanece o mesmo, nem mesmo uma ondulação, nada muda.

È a mesma coisa com você. Só existe perturbação na superfície onde você encontra os outros, ansiedade, raiva, apego, avidez, luxúria... Só na superfície onde os ventos sopram e lhe tangem. E se você permanecer na superfície você não poderá mudar esse fenômeno mutante; ele irá permanecer lá.

Muitas pessoas tentam mudá-lo lá, na circunferência. Eles lutam com isso, eles tentam impedir que surja uma onda. E através da luta deles mais ondas surgem porque quando o mar luta com o vento haverá maior perturbação: agora não somente o vento ajudará, o mar também irá ajudar – haverá um tremendo caos na superfície.

Todos os moralistas tentam mudar o homem na periferia. Seu caráter é a periferia: você não traz nenhum caráter para o mundo, você vem absolutamente sem nenhum caráter, uma folha em branco, e tudo aquilo que você chama de seu caráter é escrito pelos outros. Seus pais, a sociedade, professores, ensinamentos – são todos condicionamentos. Você chega como uma folha em branco, e o que quer que seja escrito em você vem dos outros; assim, a menos que você se torne uma folha em branco novamente você não irá saber o que a natureza é, você não saberá o que Brahma é, você não saberá o que Tao é.

Então o problema não é como ter um caráter forte, o problema não é como não ficar zangado, como não ficar perturbado – não, esse não é o problema. O problema é como mudar sua consciência da periferia para o centro. Dessa forma, subitamente você vê que sempre foi calmo. Assim você pode olhar para a periferia à distância, e a distância é tão vasta, infinita, que você pode observar como se não estivesse acontecendo com você. De fato, nunca acontece com você. Mesmo quando você está completamente perdido nela, isso nunca acontece com você: algo em você permanece imperturbável, algo em você permanece além, algo em você permanece uma testemunha.

Portanto, todo o problema para o buscador é como mover sua atenção da periferia para o centro; como se dissolver naquilo que é imutável e não ficar identificado com aquilo que é apenas uma fronteira. Na fronteira os outros são muito influentes, porque na fronteira a mudança é natural. A periferia continuará mudando – até a periferia de um Buda muda.
A diferença entre um Buda e você não é uma diferença de caráter – lembre-se disso; não é uma diferença de moralidade, não é uma diferença de virtude ou de não virtude, é uma diferença de onde você está fundamentado.
Você está fundamentado na periferia; um Buda está fundamentado no centro. Ele pode olhar para sua própria periferia de uma certa distância; quando você o atinge, ele pode ver isso como se você tivesse atingido outra pessoa, porque o centro está tão distante. É como se ele fosse um observador nos montes e algo estivesse acontecendo nos vales e ele pode ver isso. Essa é a primeira coisa a ser entendida.

A segunda coisa: é muito fácil controlar, é muito difícil transformar. É muito fácil controlar. Você pode controlar sua raiva, mas o que você irá fazer? – você irá reprimi-la. E o que acontece quando você reprime alguma coisa? A direção do movimento muda: estava indo para fora, e se você reprime, isso começa a ir para dentro – apenas a direção muda.

E para a raiva sair era bom, porque o veneno precisa ser jogado fora. É ruim para a raiva mover-se para dentro porque isso significa que toda sua estrutura corpo-mente será envenenada por isso. E então, se você continuar fazendo isso por muito tempo... Como todo mundo vem fazendo, porque a sociedade ensina controle, não transformação.
A sociedade diz, ‘Controle a si mesmo’, e através do controle, todas as coisas negativas foram jogadas cada vez mais fundo no inconsciente e assim se tornam uma coisa constante dentro de você. Então não é uma questão de às vezes ficar zangado e às vezes não – você é simplesmente a raiva. Às vezes você explode e às vezes você não explode porque não há nenhuma desculpa, ou você precisa encontrar uma desculpa. E lembre-se, você pode achar uma desculpa em qualquer lugar!

Você está com raiva. Devido a que você reprimiu tanta raiva, agora não há mais momentos que você não esteja com raiva; no máximo, às vezes você fica menos zangado, às vezes mais. Todo seu ser fica envenenado pela repressão. Você come com raiva – e isso tem uma qualidade diferente quando uma pessoa come sem raiva: é bonito observá-lo, porque ele come pacificamente. Ele pode até estar comendo carne, mas ele come pacificamente; você pode estar comendo apenas vegetais e frutas, mas se a raiva estiver reprimida, você come violentamente.

Desse modo isso irá se mover de todo jeito, em cada arena de sua vida: você irá fazer amor, mas será mais como violência do que como amor, terá muita agressão nisso. Porque você nunca observa um ao outro fazendo amor, você não sabe o que está acontecendo e você não pode saber o que está lhe acontecendo porque você está quase sempre muito na agressão.

Eis porque o orgasmo profundo através do amor se torna impossível – porque você no fundo teme que se você se mover totalmente sem controle, você pode matar sua esposa ou matar sua amada, ou a esposa pode matar o marido ou o amante. Você se torna tão temeroso da sua própria raiva! Na próxima vez que fizer amor, observe: você estará fazendo os mesmos movimentos que são feitos quando você está agressivo. Observe a face, tenha um espelho por perto para que você possa ver o que está acontecendo na sua face! Todas as distorções da raiva e da agressão estarão lá.
Através da repressão, a mente fica dividida. A parte que você aceita se torna o consciente e a parte que você nega se torna o inconsciente. Essa divisão não é natural, a divisão acontece devido à repressão. E no inconsciente você vai lançando todo o lixo que a sociedade rejeita – mas lembre-se, tudo que você joga lá se torna mais e mais parte de você: isso vai para suas mãos, para seus ossos, para seu sangue, para as batidas de seu coração. Agora os psicólogos dizem que quase oitenta por cento das doenças são causadas pelas emoções reprimidas: tantas falhas no coração significam que tanta raiva tem sido reprimida no coração, tanto ódio que o coração fica envenenado.

Porque? Porque o homem reprime tanto e se torna doente? Por que a sociedade lhe ensina a controlar, não a transformar, e o caminho da transformação é totalmente diferente. Por uma coisa, não é uma maneira de controlar de jeito nenhum, é exatamente o oposto.

A primeira coisa: controlando você reprime, transformando você expressa. Contudo, não há necessidade de expressar sobre outra pessoa porque o ‘outro’ é irrelevante. Na próxima vez que você ficar zangado vá e corra ao redor da casa por sete vezes e depois se sente sob uma árvore e observe para onde foi a raiva. Você não a reprimiu, você não a controlou, você não a jogou sobre outra pessoa – porque se você a joga sobre outra pessoa, um elo é criado, porque o outro é tão tolo quanto você, tão inconsciente quanto você. Se você a joga sobre o outro, e se o outro for uma pessoa iluminada, não haverá nenhum problema; ele irá lhe ajudar a jogar e a liberá-la e a passar por uma catarse. Mas o outro é tão ignorante quanto você, ele é tão reprimido tanto quanto você. Então isso cria uma cadeia: você lança sobre ele, ele lança sobre você e ambos se tornam inimigos.

Não lance a raiva sobre ninguém. É o mesmo que quando você está com vontade de vomitar: você não vai vomitar sobre outra pessoa. A raiva necessita um vômito. Você vai ao banheiro e vomita! Isso limpa o corpo inteiro – se você reprimir o vômito será perigoso, e quando você tiver vomitado se sentirá refrescado, descarregado, aliviado, bem, saudável. Alguma coisa errada com a comida que você ingeriu e o corpo a rejeitou. Não a segure dentro.

Raiva é somente um vômito mental. Alguma coisa que você comeu deu errado e todo seu ser psíquico deseja botar isso pra fora, mas não há necessidade de jogar isso sobre alguém mais. Devido a que as pessoas jogam a raiva sobre os outros, a sociedade lhes diz para controlá-la.
Não há necessidade de jogar a raiva sobre ninguém. Você pode ir até seu banheiro, você pode ir para um longo passeio – isso significa que alguma coisa que está dentro precisa de uma atividade rápida para que seja liberada. Basta fazer um pouco de exercício e você irá sentir liberado, ou pegue um travesseiro e bata nele, lute com ele, e o morda até que suas mãos e dentes fiquem relaxados. Durante cinco minutos de catarse você se sentirá descarregado, e uma vez conhecido isso você nunca mais irá jogar a raiva sobre outra pessoa, porque isso é absoluta tolice.

A primeira coisa na transformação é expressar a raiva, mas não sobre alguém, porque se você expressá-la sobre alguém você não pode expressá-la totalmente. Você gostaria de matar, mas isso não é possível; você gostaria de morder, mas isso não é possível. Mas isso pode feito com um travesseiro. Um travesseiro significa ‘ já iluminado’; o travesseiro é iluminado, um Buda. O travesseiro não irá reagir, e não irá para nenhuma corte, e o travesseiro não irá trazer qualquer inimizade contra você, e ele não fará nada O travesseiro estará feliz e irá sorrir para você.

A segunda coisa a lembrar: fique atento.

Controlando, nenhuma consciência é necessária; você simplesmente faz isso mecanicamente, como um robô. A raiva chega e há um mecanismo – subitamente todo o seu ser se torna apertado e fechado. Se você for observador, o controle pode não ser tão fácil.

A sociedade nunca lhe ensina a ser observador, porque quando alguém é observador, ele é muito aberto. Isso é parte da consciência – A pessoa é aberta, e se você deseja reprimir algo e você é aberto, isso é contraditório, isso pode acontecer. A sociedade lhe ensina como se fechar por dentro, como se enterrar dentro – não permite nem uma pequena janela para que algo possa sair.

Mas lembre-se: quando nada sai, nada entra também. Quando a raiva não pode sair, você está fechado. Se você toca numa linda pedra, você não sente nada, você olha para uma flor, nada acontece: seus olhos estão mortos e fechados. Você beija uma pessoa – você não sente nada, porque você está fechado. Você vive uma vida insensível.

Sensibilidade cresce com consciência.Através do controle você se torna apático e morto – isso é parte do mecanismo de controle: se você for apático e morto então nada irá lhe afetar, como se o corpo tivesse se tornado uma fortaleza, uma defesa. Nada irá lhe afetar, nem o insulto nem o amor.

Mas esse controle tem um alto custo, um custo desnecessário; dessa forma se torna todo o esforço na vida: como controlar a si mesmo – e depois morrer! Todo o esforço de controlar toma toda sua energia, e assim você simplesmente morre. E a vida se torna uma coisa sem graça e morta; você a arrasta de alguma maneira.

A sociedade lhe ensina controle e condenação, porque uma criança só irá controlar quando ela sente que alguma coisa está condenada. Raiva é ruim, sexo é ruim, tudo que precisa ser controlado tem que ser mostrado a criança como um pecado, tem que parecer um mal.

Uma profunda condenação penetra em tudo que está vivo. E sexo é a coisa mais viva – tem que ser! É a fonte. A raiva também é uma coisa muito viva porque é uma força protetora. Se uma criança não puder ficar raivosa de jeito nenhum, ela não será capaz de sobreviver. Você tem que ficar raivoso em certos momentos. A criança precisa mostrar seu próprio ser, a criança precisa ficar em certos momentos sobre seu próprio fundamento; do contrário ela não terá nenhuma coluna vertebral.
A raiva é bela; sexo é belo. Mas coisas belas podem ficar feias. Isso depende de você. Se você condená-las, elas se tornam feias; se você as transforma, elas se tornam divinas. Raiva transformada se torna compaixão... Porque a energia é a mesma. Um Buda é compassivo: de onde procede a compaixão dele? Essa é a mesma energia que estava se movendo na raiva; agora não está mais se movendo na raiva, a mesma energia é transformada em compaixão. De onde vem o amor? Um Buda é amoroso, um Jesus é amor. A mesma energia que se move no sexo se torna amor.

Então se lembre, se você condenar um fenômeno natural ele se torna venenoso, lhe destrói, se torna destrutivo e suicida. Se você o transforma, se torna divino, se torna uma força de Deus, se torna um elixir; através dele você alcança a imortalidade, torna-se um ser imortal. Mas a transformação é necessária.
Na transformação você nunca controla, você simplesmente fica mais atento. Raiva está acontecendo: você tem de estar cônscio de que a raiva está acontecendo – observe-a! É um fenômeno muito bonito... Energia movendo-se dentro de você, esquentando!

É exatamente como a eletricidade nas nuvens. Pessoas sempre tiveram medo da eletricidade; eles pensavam nos tempos antigos, quando eram ignorantes, que essa eletricidade era o deus com raiva, ameaçando, tentando punir – criando medo para que as pessoas se tornassem adoradores, para que as pessoas sentissem que deus estava lá e ele podia castigá-los.

Mas agora temos domesticado esse deus. Agora esse deus corre pelo seu ventilador, pelo seu ar condicionado, pela sua geladeira: o que quer que você necessite, esse deus serve. Esse deus tornou-se uma força domestica, Não está mais com raiva e não é mais uma ameaça. Através da ciência uma força externa foi transformada numa amiga.

O mesmo acontece através da religião com as forças internas.

Raiva é como a eletricidade em seu corpo: você não sabe o que fazer com ela. Ou você mata alguém ou se mata. A sociedade diz que se você se matar está bem, é problema seu, porém não mate ninguém mais – e de acordo com a sociedade assim está bem. Então ou você se torna agressivo ou se torna repressivo.

A religião diz que ambos estão errados. A coisa básica que é necessário é tornar-se cônscio e conhecer o segredo dessa energia, a raiva, essa eletricidade interior. Ela é eletricidade porque você esquenta; quando você fica com raiva sua temperatura sobe e você não pode entender a calma de um Buda porque quando a raiva é transformada na compaixão tudo fica calmo. Uma profunda calmaria acontece. Buda nunca esquenta; ele está sempre calmo, centrado, porque agora ele sabe como usar a eletricidade interior. Eletricidade é quente, ela se torna a fonte do ar condicionado. Raiva é quente – ela se torna a fonte da compaixão.

Compaixão é um ar condicionado interior. De repente tudo fica frio e bonito e nada pode lhe perturbar, e toda a existência é transformada numa amiga. Agora não há mais inimigos... Porque quando você olha através dos olhos da raiva, alguém se torna um inimigo; quando você olha através dos olhos da compaixão, todo mundo é um amigo, um vizinho. Quando você ama, tudo é Deus; quando você odeia, tudo é diabo. É o seu ponto de vista que é projetado na realidade.

Consciência é necessária, não condenação – e através da consciência acontece a transformação espontaneamente. Quando você se torna cônscio de sua raiva, entendimento penetra. Basta observar, sem nenhum julgamento, nem dizendo bom, nem dizendo ruim, apenas observando no seu céu interior. Raios acontecem, raiva, você esquenta, todo o sistema nervoso tremendo e agitando, e você sente um tremor por todo o corpo – um belo momento, porque quando a energia está ativa você pode observá-la facilmente; quando ela não está ativada você não pode observá-la.
Feche seus olhos e medite sobre isso. Não lute, apenas olhe no que está acontecendo – todo o céu repleto de eletricidade, tantos relâmpagos, tanta beleza – apenas deite-se no chão e olhe para o céu e observe. Depois faça o mesmo dentro.

Nuvens estão presentes, porque sem nuvens não pode haver relâmpagos – nuvens negras estão presentes, pensamentos. Alguém lhe insultou, alguém riu de você, alguém disse isso ou aquilo... Muitas nuvens, nuvens escuras no céu interior e muitos relâmpagos. Observe! É uma cena bonita, terrível também, porque você não compreende. É misterioso, e se o mistério não for compreendido se torna terrível, você fica com medo dele. E sempre que um mistério é entendido, se torna uma graça, uma dádiva, porque agora você possui as chaves – e com as chaves você é o mestre.

OSHO Extraido de: And the Flowers Showered

quarta-feira, 27 de março de 2013

A PURIFICAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DO EU INFERIOR


A PURIFICAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DO EU INFERIOR


“A entidade humana em evolução, identificada com o falso eu, acredita-se livre. Mas, ela é completamente vítima do seu passado. Ela acredita que é ela que decide, mas isso é um equivoco. Ela age a partir de hábitos condicionados. É por isso que eu insisto tanto nesse quesito que é a purificação e transformação do eu inferior que, em síntese, é a integração do passado. Exatamente o que te impede de experenciar o fenómeno da entrega é o medo de se libertar do passado.

Você não é o seu nome e não é a sua história. Isso que é você só vai poder se revelar quando essa purificação estiver sido completada. Quando o passado deixar de exercer influências sobre você. Eu disse que muitos aqui estão vivendo uma grande revolução porque esse passado está se dissolvendo. Uma coisa nova, desconhecida, está chegando e você se sente ameaçado, desprotegido. Porque a segurança vinha dessas referências do passado e isso está se dissolvendo.

Nós estamos realizando um processo de purificação do passado, mas é importante que você ajude não criando mais karmas com mais ações equivocadas. Os samskaras, que são marcas profundas no seu sistema, geradas por ações equivocadas em busca da felicidade, estão sendo purificadas, mas por desatenção e desconhecimento, você tem gerado mais ações equivocadas e mais samskaras e isso se torna um ciclo infinito. Então, se você não estiver atento a essa questão, pode ficar adi infinitum nesse processo de purificação.
Eu tenho dito que o caminho mais fácil para a purificação é a entrega. “Guruji, eu entrego tudo aos seus pés, esse não é mais meu problema, é o seu problema, cuide disso para mim”. Com isso você vai abrir um espaço na sua mente e no seu corpo emocional. Você está tentando controlar essa situação e resolver isso com seus próprios meios e você só se complica cada vez mais.

Eu posso te dar uma direção para a purificação que é a aceitação do passado. Essa aceitação é possível quando você compreende, a compreensão gera o perdão e o perdão te liberta. Porém o perdão é um fenômeno que está além da mente. Ajudaria se você pudesse identificar a mágoa ou ressentimento que o mantém preso ao passado. Cabe a você se perguntar até quando vai manter essa mágoa no coração. Até quando vai insistir em querer se vingar de fulano ou cicrano por ele não ter te dado aquilo que queria? Até quando vai insistir no sofrimento (por mais que sinta prazer nele)?”

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“Por favor, traga para o campo aberto aquilo que ainda não estou enxergando, mas que está me fazendo cair no vale do sofrimento. Sempre que eu estiver num impasse com alguém, vivendo um conflito, que eu possa identificar a minha responsabilidade. Mostre-me a minha responsabilidade, permita que eu veja, por mais que fira minha vaidade.

Essa é a oração nos estágios do ABC da Espiritualidade. É quando você está dirigindo toda a sua energia para a purificação e transformação do eu inferior e compreendendo que esse processo se inicia quando você identifica essas manifestações. Conforme você vai identificando, vai fazendo uso do diálogo, para poder superar e ir além dessa identificação.”

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“É muito importante que estejamos sempre nos lembrando que o processo de purificação e transformação do eu inferior requer tempo, determinação, toda a sua paciência e muita compaixão.

Esteja bastante atento a armadilha do eu idealizado que é estar exigindo de si mesmo a perfeição. Exigindo que não tenha mais mágoas, ressentimentos ou qualquer dor no seu sistema em relação á mãe ou quem quer que seja. Nós estamos trabalhando para ampliar a percepção e ativar a consciência maior, que é nossa capacidade de amar e se doar; de perdoar e enxergar Deus em todos, principalmente em todas as pessoas que compõe a constelação familiar.”

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“O processo de crescimento e amadurecimento da criança interior é um processo gradual. Muita vezes você se vê novamente envolto por uma nuvem escura e parece que a guiança espiritual não está mais ali presente. Você se vê novamente sozinho, separado, isolado porque ficou tenso e com isso não pode perceber a presença espiritual com você. E sempre que a sua consciência rebaixa você reedita os mesmos padrões. Você acaba reeditando os mesmos hábitos que normalmente vinha cultivando, o que te dá a sensação de que não melhorou em nada. Mas, isso não é verdade. Você precisa ficar atento a isso. Existe um condicionamento bastante comum na entidade humana em evolução que é prestar atenção só nos defeitos; somente naquilo que está faltando, e não olhar para aquilo que conquistou e já tem. Eu sinto que é importante você olhar para o seu progresso. Eu estou me referindo a esses momentos em que a consciência rebaixa e você tem essa tentação de se punir por achar que não progrediu.”

SRI PREM BABA