quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ESPIRITUALISTAS SÃO SEMPRE BONZINHOS ?

ESPIRITUALISTAS SÃO SEMPRE BONZINHOS ?


Eu me sentiria feliz se pudesse dizer a você que atingi um excelente grau de maturidade e que alguns imprevistos do dia-a-dia, não me atingem, nem interferem no meu equilíbrio..
É impossível 
 mantermos 24 horas por dia  um nível linear na nossa forma de receber e processar informações.
Perdemos a paciência algumas vezes, SIM!!!
Aliás, em que manual está escrito que espiritualistas devem sempre ser calminhos, bonzinhos e nunca sentir raíva?
Humanos tem reações humanas, mesmo que tenham embarcado rumo à espiritualidade.
Estranho seria acreditar que neste caminho de consciência espiritual, devemos sempre ser caridosos e compreensivos.
Dá para abençoar a todos o tempo todo?
Sem contar com aqueles, digamos "íntimos", que nos ironizam: "Nossa, isso é comportamento de gente espiritualizada?"
Jesus Cristo que o diga, quando perdeu a calma e chicoteou os vendilhões que desrespeitavam o templo.

Acho, sinceramente, que alguns nos confundem com santos ou mestres ascencionados.
Outro dia, estava relembrando a um cliente, que se culpava sobre os seus "rompantes de fúria" estando ele nesta busca espiritual, de um episódio que tive há uns dois anos.
Teve um dia, que meus filhos literalmente me tiraram do sério. Motivos tolos que se acumularam e vieram à tona, num ataque de histeria.
Pronto, explodi!!!!
E enquanto tentava mentalmente apagar as faíscas que ainda saiam pelas "venetas", fui me dando conta, que os problemas não eram com os meus filhos que deixavam sempre a casa em desordem.
Algo além estava acontecendo e o problema era comigo. Só comigo!!!
Respirei fundo e disse a mim mesma: Ops! Meu bem, admita: o medo está chegando e a vaidade acompanhando!
Estava com um processo na justiça e tinha medo de me expor, de ser julgada por estranhos, rejeitada...
Tive que refletir e permitir que esse sentimento realmente inundasse a minha mente e, a partir daí, confiar que o que quer que acontecesse seria positivo e para um Bem Maior.
Nossos medos, na maioria das vezes, são infundados e imaginários.
Nossos fantasmas nos colocam na defensiva e, ao invés de enfrentarmos, recuamos, paralisamos, e este sentimento é horrível.
Nesse momento, resolvi assumir de frente o que se apresentasse, entregar e confiar! Através dessa sintonia com o Divino, consegui abrir espaços para uma idéia criativa e uma solução  se apresentou claramente. 

Ao primeiro sinal de uma emoção negativa em sua vida, coloque-se como uma testemunha. Mantenha-se alerta, observe-a, sinta-a em seu corpo, mas não permita que essa emoção seja você.
Se não damos um "breque" a emoção por sí só se energiza, se amplifica, se intensifica, resultando nesses "ataques" que muitas vezes nos arrependemos logo após a explosão.
Quando não nos identificamos com a emoção, permitimos senti-la, mas de uma dimensão, em que a consciência permanece presente, e com controle da situação.
Silvana Giudice

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