quarta-feira, 13 de março de 2013

O BEM E O MAL


O BEM E O MAL

"LONGO E PENOSO É O PERCURSO DA JORNADA DE UM SER,
LAMENTANDO, DISCORDANDO E DERRAMANDO LÁGRIMAS. E É
CURTO O PROCESSO DA CAMINHADA DE UM SER QUE, JUBILOSO,
FAZ O PERCURSO CONCORDANDO CONSCIENTEMENTE."


"VOCÊ É AQUILO QUE PENSA, NUNCA É AQUILO QUE FALA E FAZ.
AQUILO QUE FALA É RESULTADO DAQUILO QUE PENSA. NÓS SOMOS
AQUILO QUE PENSAMOS."
O BEM E O MAL

Uma vez os membros de uma Escola de Mistérios de uma determinada região fizeram um jantar e convidaram um Sábio de outra Escola.
O Sábio pensou:
- Acho que eles vão me vasculhar para ver o meu posicionamento. Não era para eles acharem o que eles poderiam achar, mas sim para fazer um intercâmbio. Não porque eles sabiam mais e eu menos e vice-versa, mas como intercâmbio e não como competição de quem sabe mais.
No jantar eles disseram-me que eles estavam como Ordem Mística e tinham um papel preponderante de fazer o bem. E eu perguntei:
- Até que ponto o bem que eles diziam como bem era bem e até que ponto o bem era mal? E aquilo que consideravam como mal até que ponto o mal era mal e até que ponto o mal era bem?
Eles disseram-me que o bem era sempre bem e o mal era sempre mal.
E o Sábio falou:
- Interessante, eu posso lhe provar que o seu bem se chama mal e o mal ou aquilo que você pondera como mal, eu vejo como bem. Então me disseram:
- Então prove.
- Então me dê um exemplo de seu bem, porque não sei falar de mim a não ser de você.
E ele disse:
- Tudo bem, então. Eu saio numa rua e encontro uma pessoa aflita, angustiada pela expressão e pergunto – Qual é o seu problema? A pessoa me diz: O meu problema é assim, assim e assim.
Então ele disse:
- Não precisa ficar aflita, deixe para mim. Eu resolvo tudo para você, só não precisa ficar aflita. E peguei o assunto dele, desembaracei e levei a solução pronta no prato, como bem. Era bem ou era mal?
O Sábio respondeu:
Mal tenebroso, no meu entender. Primeiro, ela não lhe pediu nada. Segundo, você a privou do mérito de encontrar sozinha a solução. Pegou, desapropriou o mérito da solução dela, pois ela tinha o direito sagrado de achar e ter o resultado da ação cometida por ela mesma, porque ia precisar daquela chave para os outros acontecimentos mais graves que vinham vindo na frente dela. Você pegou, achou uma solução e ofereceu-lhe: por omissão ela ficou satisfeita e a omissão significava que aquela noite ia dormir bem. Só que no outro dia ela ia se defrontar diante de um acontecimento – o segundo problema dela que esperava na fila – e não tendo a experiência da conquista da solução do primeiro problema, ela não poderia oferecer outra solução no problema mais grave.
Você não seria encarregado e não ia mais encontrá-la no outro dia para oferecer-lhe a solução; não sei se valia a pena fazer isso. Ia esquecer daquilo que você tinha que fazer e seria omissão sua por aquilo que ia fazer e omissão dela por não fazer aquilo que era encarregada de fazer.
Ofereceu-lhe a solução no prato e ela agradeceu sem sentir vontade de agradecer; você ficou com uma inquietação. Se tivesse uma Consciência Maior, dentro de uma sutileza maior de percepção, ia sentir uma inquietação da sua Consciência de que alguma coisa estava errada com o bem que tinha feito. E, este bem não deveria ser bem, porque ia lhe trazer inquietação maior e não realização. Não era aquilo que poderia fazer pelo próximo como bem. Você privou o direito do outro conquistar Sabedoria – e era o direito dele conquistar.
Você, como intrometido, entrou no meio e a privou da experiência, criou mal sem precedentes para a história e para sua caminhada no plano terreno. Fez isso como inimigo e nunca como amigo, nunca como bem.
Eles pararam todos de pensar, mas não fizeram nenhuma pergunta e o jantar terminou de madrugada, falando-se de outros assuntos.
A.
"ENTÃO, O AMOR PODE UNIR OS CONTINENTES? EU ACREDITO QUE SIM. AQUILO
QUE O DESAMOR SEPARA, O AMOR UNE. SÓ QUE PARA TER AMOR, NÃO SEI COMO
PODERIA TER AMOR SEM GRATIDÃO, PORQUE UM É SINÔNIMO DO OUTRO. É A
MESMA COR." (A.)
O AMOR UNE, EDIFICA, ELEVA E REALIZA.

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